It's a one time thing
It just happens a lot

Suzanne Vega
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sexta-feira, 9 de outubro de 2015

O FAZER FALSO 

O FAZER FALSO
Exposição colectiva com curadoria de Miguel von Hafe Pérez
Com: Ana Catarina Fragoso, António Olaio, Fernando José Pereira, Guillaume Vieira, José Almeida Pereira, Luís Alegre, Marta Alvim, Miguel Palma e Pedro dos Reis
Espaço AZ
Travessa da Fábr
ica dos Pentes, 10, LISBOA 
De 8 a 24 de Outubro


Colectiva de artes plásticas no espaço subterrâneo ali às Amoreiras, numa transversal à Fundação Vieira da Silva. O "cabeça-de cartaz" é Miguel Palma, que surge com duas construções e quatro colagens sobre papel que continuam a sua preocupação com a relação entre o corpo humano a máquina, nomeadamente a automóvel. Outro "veterano", António Olaio, com uma bem conseguida extracção da sua série "Square feet", aqui dividida entre quatro óleos no piso -1 e o correspondente vídeo em loop no -2. Excelentes as apropriações de José Almeida Pereira, recuperando e fantasmando quadros de Courbet e Vermeer. Por fim, a seguir com atenção Ana Catarina Fragoso, com uma ambiciosa instalação de "livros" em acrílico a reflectir sobre a impossibilidade de a imagem ser a realidade e de os guias nos levarem aos lugares físicos. E.M.



Pedro dos Reis, Résistance (impressão sobre papel, 2011) 

sexta-feira, 24 de abril de 2015


Sonnabend: Pop (e não só) nas Amoreiras

Sonnabend  Paris - New York
Museu Arpad Szenes-Vieira da Silva
Praça das Amoreiras, 56, LISBOA
Horário: terça a domingo, das 10h às 18h (encerra segundas e feriados)
Até 3 de Maio



Arman, Infinity of typewriters + Infinity of monkeys + Infinity of time = Hamlet (1962)


Até dia 3 de Maio, está visitável e apetecível a exposição originária da Galeria Sonnabend, no Museu Vieira da Silva, ali na preciosa Praça das Amoreiras (quem sobe do Rato para as Amoreiras é logo à direita). Apresenta-se como de Pop Art, mas se bem que muitos dos seus expoentes lá estejam representados - Oldenburg com as suas esculturas "moles", Warhol com as Caixas Brillo -, muito mais recompensadora é a presença de nomes como Arman (com a instalação/recolha de máquinas de escrever acima apresentada) ou Pistoletto (com espelhos pintados) ou Jim Dine (com a pá preta) que lançam mais pontes para o futuro, nomeadamente a Arte Povera e o conceptualismo. Importante no seu conjunto, mostrando como o Novo Mundo estava a moldar a auto-estrada da informação artística a partir de Nova Iorque nos anos 60. E.M.